e-mail: arlete.psicopegoga@gmail.com

Mostrando postagens com marcador Intercâmbio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intercâmbio. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de junho de 2012

Ursinho Puff


O intercambio da minha filha foi marcado por várias histórias e fases. O que aconteceu conosco pode ser uma boa ideia para os pais dos intercambistas. Minha filha tinha um ursinho Puff de estimação desde pequena. Ele era seu ursinho favorito e ela até dormia com ele. Um certo dia, o narizinho do ursinho descolou. Apressei-me a consertar. Distraída, eu colei o nariz do lado errado, ou seja as narinas com lado da abertura para o lado contrario, para cima. Ainda assim, minha filha ficou feliz e durante muito tempo o ursinho permaneceu com o nariz viradinho!
Algumas semanas antes de minha filha partir para o intercâmbio na Alemanha, eu e meu marido “raptamos”  o pobre urso de pelúcia. Combinamos com a família hospedeira que, via correio, o ursinho Puff iria para a Alemanha aguardar a chegada de minha filha. Inventamos uma pequena estória para justificar o sumiço do peludo.
Quando finalmente ela viajou e chegou à Alemanha. Logo ao adentrar o seu quarto na casa da família hospedeira que iria morar, ela viu “um Puff” sobre sua cama.  Minha filha pensou: “nossa eles sabem tudo de mim, e são tão gentis, até um ursinho Puff deram para mim”.  Contudo, quando se aproximou da cama, se emocionou ao reconhecer:
-- é meu Puff!  Ahah foi minha mãe, kkk.
Uma forte emoção nos uniu! Nosso coração e amor se uniu mesmo a uma  distancia enorme. Sabemos o que isso significou para a minha filha.
Sempre me lembro de uma frase que meu marido sempre lhe disse: “Nós, pais, somos uma espécie de rede de proteção dos malabaristas.  Quando você precisar é só pular  que vamos te acolher”.  
Esta história saiu até no jornal Vale  Paraibano no época. Obrigada a todos que participaram desta postagem! :)
Obs.: Se você está interessado no assunto intercâmbio, clique na palavra intercambio que aparece logo abaixo desta postagem. Assim, você terá acesso a todas as postagens que fiz sobre este tema.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Intercambio



O tema da semana para adolescentes é intercambio!

Pergunto:
1. Por que optar por um intercâmbio ao invés de continuar estudando numa escola de idiomas?
2. Quais pontos serão automaticamente “agregados” ao seu crescimento como pessoa?





Primeiro comentário de minha experiência: Minha filha foi para Alemanha em 2004 sem saber falar alemão e, quando retornou em 2005 sua vida seguiu e segue um rumo voltado ao crescimento pessoal e profissional.

Com relação ao idioma, ela teve a oportunidade de praticar o alemão em todos os sentidos - escrita e conversação - auxiliando sua imersão no país. Como estava infiltrada na cultura, minha filha alcançou um aprendizado rápido e eficiente do idioma como, por exemplo, através da convivência com uma família alemã, amizades com nativos, assistir televisão, ir ao teatro ou cinema, visitar museus, participar de festas, ler livros, folhear revistas, jornais, praticar atividades escolares e culturais, esportes, fazer compras e etc.

Quanto aos relacionamentos afetivos e de convivência pessoal, minha filha conheceu amigos mantem até hoje e, ainda teve a possibilidade de vista-los e recebê-los em nossa residência. Outra experiência marcante que gostaria de ressaltar foi a grande viagem, quando ela  percorreu 12 pais da Europa fazendo diferentes amizades, conhecendo países que nunca imaginara visitar, aprendendo sobre a cultura e a sociedade destes locais.

Enfim, Marceli têm muita história para contar e ela ainda comenta que depois do intercambio o mundo ficou pequeno. Assim, acredito que essa experiência tenha agregado maturidade e independência para a vida de minha filha.

Segundo comentário: Quanto recebi a intercambista do Novo México percebi a pluralidade da cultura que ela trouxe em sua bagagem. Ela veio de um país rico para um país em desenvolvimento e este foi um ponto de frequente questionamento: muitos queriam entender o porquê de sua vinda para o Brasil e, o que gostaria de aprender conosco. Não obstante, a própria Amelia não sabia a resposta para esta pergunta, mas ela logo percebeu que além de sermos hospitaleiros, formamos bons profissionais na área de engenharia ambiental, área em que ela trabalha hoje nos Estados Unidos.

A Mili (nosso apelido carinhoso) amadureceu ao conviver com os adolescentes brasileiros, com as dificuldades sociais e diversidades do nosso país. Em suas viagens ela amou as praias e a Amazônia e, se divertiu com nossa personalidade extrovertida, mudando alguns de seus hábitos próprios que levou consigo para seu país de origem.

Sem dúvida as famílias e amigos que conviveram com a Mili aproveitaram e aprenderam com a experiência, de tal forma que muitos deles enviaram seus filhos em programas de intercambio.

Interessante mencionar que ela se tornou parte de nossa família e nossa relação de mãe e filha permanece intacta até hoje.

Todas as experiências e aprendizados adquiridos com o do intercâmbio criaram novas formas de viver e de organizar a vida destes jovens e familiares.

Esta é a minha opinião e experiência sobre o assunto. Assim, por meio deste primeiro passo, gostaria de propor uma discussão sobre o assunto. Por favor, divulguem aqui suas dúvidas, experiências, opiniões, medos, interesses... enfim, vamos conversar